O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Almeida, afirmou há pouco que o Poço Franco, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, "é o candidato número 1" para ser cedido à Petrobrás no processo de capitalização que o governo pretende realizar na empresa.
RIO - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou hoje que vai adotar medidas para reforçar a segurança operacional de plataformas de petróleo no Brasil, com o objetivo de evitar vazamentos como o que ameaça a costa americana do Golfo do México. Em nota oficial, a agência anunciou três medidas que serão adotadas imediatamente. A primeira será exigir das petroleiras em operação no Brasil uma reavaliação de seus planos de emergência, com maior atenção aos planos de resposta a possÃveis vazamentos. Os planos deverão ser enviados à ANP para nova análise, diante do cenário criado após a explosão da plataforma Deepwater Horizon. Há hoje, no Brasil, mais de 50 plataformas marÃtimas de perfuração de petróleo em operação. Ao mesmo tempo, a ANP já pediu à s autoridades dos Estados Unidos para acompanhar os trabalhos de investigação e contenção do vazamento, a fim de adquirir experiência nesse tipo de acidente. Em uma terceira frente, a agência vai buscar articulação junto ao Fórum Internacional de Agências Reguladoras (IRF, na sigla em inglês) para buscar soluções e novos procedimentos de segurança operacional. Segundo o diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, há hoje cerca de 20 profissionais brasileiros acompanhando os trabalhos de contenção do vazamento nos Estados Unidos. Ele disse que o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, propôs em Houston a criação de um fórum internacional de petroleiras para troca de tecnologias de segurança ambiental.
Estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e BiocombustÃveis (IBP) e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas nesta terça-feira projeta o custo para extração e produção na região do pré-sal em 22 dólares o barril. Levando em conta o preço do barril a 75 dólares, o estudo teve como base informações coletadas com o governo, Petrobras e instituições financeiras, informou o economista responsável pelo trabalho, Marcio Lago Couto, superintendente de Projetos da FGV. Na avaliação feita pela entidade, as reservas do pré-sal seriam de 40 bilhões de barris de óleo equivalentes, com produção estimada para o perÃodo de 40 anos. Multiplicada pelo valor de extração -- 8 dólares o barril -- mais investimentos na produção -- 14 dólares o barril, totalizando 22 dólares, os investimentos necessários seriam de 880 bilhões de dólares. Segundo Couto, o objetivo do estudo foi mostrar que pelo tamanho dos investimentos, o paÃs perderia se a Petrobras for aprovada como operadora única da região do pré-sal na votação do novo marco regulatório do setor em tramitação no Congresso. "Em um cenário de múltiplos operadores há maior competição e isto incentiva a inovação em indústrias de tecnologia de ponta, aumentando o investimento e proporcionando uma operação a custos competitivos", avalia Marcio Lago Couto, superintendente de Projetos da FGV e responsável pelo estudo. De acordo com o estudo, a existência de um operador único pode atrasar a exploração e produção na região e causar prejuÃzo de 53 bilhões de reais para o Brasil por ano de atraso. As simulações feitas pelos economistas da FGV apontam que as perdas podem chegar a 5,5 por cento do Produto Interno Bruto em três anos de atraso, "o que ilustra os riscos econômicos de um modelo centralizador de investimentos em exploração e produção nesta nova provÃncia petrolÃfera", afirma o estudo. A FGV usa exemplos como os campos de Peregrino e Polvo, que depois de serem devolvidos pela Petrobras à Agência Nacional do Petróleo, Gás e BiocombustÃveis (ANP), foram a leilão em 2000 e desenvolvidos com sucesso. "Nos dois casos, foi declarada a comercialidade dos campos após investimentos milionários nos poços", informou o economista.
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