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O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Almeida, afirmou há pouco que o Poço Franco, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, "é o candidato número 1" para ser cedido à Petrobrás no processo de capitalização que o governo pretende realizar na empresa.

A Petrobrás pretende adicionar este ano 400 mil barris por dia à sua produção no Brasil. No exterior a empresa espera produzir a mais 80 mil barris, o que representa um aumento total na sua capacidade de produção no ano de 480 mil. Com esse aumento de capacidade, o diretor financeiro e de Relações com Investidores da estatal, Almir Barbassa, explicou que será possível compensar o tradicional declínio da produção de poços antigos e também elevar a produção. A meta da Petrobrás é atingir uma produção média em 2010 no Brasil de 2,100 milhões de barris/dia. Em 2009, a companhia adicionou cerca de 200 mil barris a sua capacidade de produção e o declínio de produção dos poços ficou em torno de 170 mil barris. Barbassa ressaltou também que o preço do petróleo tem caminhado na direção de "favorecer a produção de óleo pesado". Segundo ele, a diferença entre a cotação do óleo pesado e o leva vem diminuindo. O diretor lembrou ainda que a companhia tem conseguido no Brasil reduzir a diferença entre o preço do petróleo no mercado internacional e o valor de venda praticado pela estatal no mercado interno.
RIO - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou nesta quarta-feira, 12, que o poço Franco, perfurado em busca das reservas para a cessão onerosa à Petrobrás, tem reservas recuperáveis de petróleo de 4,5 bilhões de barris. A conta foi feita utilizando padrões de cálculo semelhantes aos usados pela Petrobrás em Tupi, o que ampliou o volume de reservas com relação a projeções internas anteriores, que ficavam na casa dos 2 bilhões de barris por dia. Em entrevistas recentes, a ANP falava em um fator de recuperação de cerca de 10% de todo o petróleo constante no reservatório, enquanto a Petrobrás frisava que poderia extrair mais. O poço foi perfurado num prospecto de 400 quilômetros quadrados a nordeste de Iara, descoberta da Petrobrás na Bacia de Santos. Segundo a ANP, foi encontrada uma coluna de óleo de 272 metros de espessura. Em nota oficial divulgada nesta quarta, o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, afirmou que "parece se tratar de um dos poços de maior potencial já perfurado no país". A ANP informou ainda que está estudando a possibilidade de iniciar imediatamente um teste de formação no poço, com o objetivo de verificar sua produtividade. O segundo poço da ANP, batizado de Libra, já começou a ser perfurado, a 32 quilômetros a nordeste de Franco, com a plataforma Ocean Clipper, hoje sob contrato com a Petrobrás. As reservas descobertas nos dois poços serão negociadas com a Petrobrás dentro do processo de cessão onerosa, que faz parte da capitalização da companhia.
A Petrobras corrigiu no final da tarde informação dada mais cedo pelo presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli. Em nota distribuída ao mercado, a empresa diz que o recorde mensal de produção de petróleo no Brasil, atingido em abril, foi de 2,033 milhões de barris por dia - e não 2,078 milhões, conforme anunciado por Gabrielli. Segundo o comunicado, o volume atingido em abril foi 2,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Na comparação com março, houve alta de 1,9%. A empresa anunciou ainda ter batido dois recordes diários de produção consecutivos durante o mês passado, nos dias 23 e 24, com a produção de 2,081 e 2,084 milhões de barris por dia. Os recordes, destaca a companhia, são resultado "do bom desempenho operacional das plataformas localizadas no litoral dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo", de novos poços em operação no campo de Marlim Leste, e do início do teste de longa duração no projeto Tiro, no sul da Bacia de Santos. Houve também a ligação de dois novos poços no complexo de Urucu, no Amazonas. A empresa programa para os próximos meses a entrada de dois novos sistemas de produção: FPSO Cidade de Santos, nos campos de Uruguá e Tambaú, e FPSO Capixaba, no Parque das Baleias.

RIO - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou hoje que vai adotar medidas para reforçar a segurança operacional de plataformas de petróleo no Brasil, com o objetivo de evitar vazamentos como o que ameaça a costa americana do Golfo do México. Em nota oficial, a agência anunciou três medidas que serão adotadas imediatamente. A primeira será exigir das petroleiras em operação no Brasil uma reavaliação de seus planos de emergência, com maior atenção aos planos de resposta a possíveis vazamentos. Os planos deverão ser enviados à ANP para nova análise, diante do cenário criado após a explosão da plataforma Deepwater Horizon. Há hoje, no Brasil, mais de 50 plataformas marítimas de perfuração de petróleo em operação. Ao mesmo tempo, a ANP já pediu às autoridades dos Estados Unidos para acompanhar os trabalhos de investigação e contenção do vazamento, a fim de adquirir experiência nesse tipo de acidente. Em uma terceira frente, a agência vai buscar articulação junto ao Fórum Internacional de Agências Reguladoras (IRF, na sigla em inglês) para buscar soluções e novos procedimentos de segurança operacional. Segundo o diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, há hoje cerca de 20 profissionais brasileiros acompanhando os trabalhos de contenção do vazamento nos Estados Unidos. Ele disse que o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, propôs em Houston a criação de um fórum internacional de petroleiras para troca de tecnologias de segurança ambiental.

Estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas nesta terça-feira projeta o custo para extração e produção na região do pré-sal em 22 dólares o barril. Levando em conta o preço do barril a 75 dólares, o estudo teve como base informações coletadas com o governo, Petrobras e instituições financeiras, informou o economista responsável pelo trabalho, Marcio Lago Couto, superintendente de Projetos da FGV. Na avaliação feita pela entidade, as reservas do pré-sal seriam de 40 bilhões de barris de óleo equivalentes, com produção estimada para o período de 40 anos. Multiplicada pelo valor de extração -- 8 dólares o barril -- mais investimentos na produção -- 14 dólares o barril, totalizando 22 dólares, os investimentos necessários seriam de 880 bilhões de dólares. Segundo Couto, o objetivo do estudo foi mostrar que pelo tamanho dos investimentos, o país perderia se a Petrobras for aprovada como operadora única da região do pré-sal na votação do novo marco regulatório do setor em tramitação no Congresso. "Em um cenário de múltiplos operadores há maior competição e isto incentiva a inovação em indústrias de tecnologia de ponta, aumentando o investimento e proporcionando uma operação a custos competitivos", avalia Marcio Lago Couto, superintendente de Projetos da FGV e responsável pelo estudo. De acordo com o estudo, a existência de um operador único pode atrasar a exploração e produção na região e causar prejuízo de 53 bilhões de reais para o Brasil por ano de atraso. As simulações feitas pelos economistas da FGV apontam que as perdas podem chegar a 5,5 por cento do Produto Interno Bruto em três anos de atraso, "o que ilustra os riscos econômicos de um modelo centralizador de investimentos em exploração e produção nesta nova província petrolífera", afirma o estudo. A FGV usa exemplos como os campos de Peregrino e Polvo, que depois de serem devolvidos pela Petrobras à Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), foram a leilão em 2000 e desenvolvidos com sucesso. "Nos dois casos, foi declarada a comercialidade dos campos após investimentos milionários nos poços", informou o economista.

Estimativas iniciais da Agência Nacional de Petróleo (ANP) apontam para uma reserva de 2 bilhões de barris na área do poço Franco, perfurado para encontrar o petróleo que será usado no processo de capitalização da Petrobras. A perfuração deve ser concluída nos próximos dias e o resultado final, anunciado pela agência em até duas semanas. O volume representa cerca de 15% das atuais reservas brasileiras de petróleo. Mas não seria suficiente para garantir a proposta de cessão onerosa de reservas pela União à Petrobras, que prevê a transferência de até 5 bilhões de barris. Assim, ANP e estatal terão de perfurar outros poços em busca de novas reservas, o que poderá atrasar ainda mais o processo de capitalização. Por enquanto, a estimativa de Franco vem sendo mantida em sigilo pela ANP, mas foi confirmada à reportagem por duas fontes próximas ao processo. Perfurado a nordeste da descoberta de Iara, na região do pré-sal da Bacia de Santos, o poço já atravessou dois reservatórios de petróleo. O último, a 5,4 mil metros e abaixo da camada de sal, foi anunciado na terça-feira. Segundo as fontes, o poço atingiu um reservatório com 20 bilhões de barris de petróleo "in place" (termo que define toda a quantidade de petróleo no local, grande parte impossível de ser extraída). Desse total, 10% podem ser recuperados, segundo projeções iniciais da agência, por dificuldades técnicas de extração, chegando a um volume de reservas recuperáveis de 2 bilhões de barris.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou, na manhã desta terça-feira (27), em comunicado que o poço 2-ANP-1-RJS comprovou a presença de óleo leve nos reservatórios do pré-sal na área norte da Bacia de Santos. Em seu comunicado, a ANP informou que o poço 2-ANP-1-RJS localiza-se em área da União à nordeste da descoberta informalmente denominada "Iara", proveniente do bloco BM-S11. Ainda segundo informações da agência, a perfuração está a cargo da Petrobrás, a partir de autorização da ANP. Sua localização é de aproximadamente 195 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d'água de 1889 metros. A ANP informou que a descoberta foi comprovada a partir de amostragem de óleo leve (cerca de 28º API) por "teste a cabo, em espessa coluna portadora de hidrocarbonetos nos reservatórios carbonáticos do pré-sal a partir de 5400 metros de profundidade", de acordo com o comunicado. A Agência comunicou ainda que o poço encontra-se em perfuração, com o objetivo de investigar as características geológicas das camadas mais profundas, com a perspectiva de atingir a profundidade de 6.425 metros.
A produção de petróleo e gás da Petrobras aumentou em 0,7% em março, até os 2,55 milhões de barris diários, incluindo seus campos no Brasil e no exterior, de acordo com informações divulgadas pela empresa. O aumento foi causado pela melhoria dos resultados da Petrobras fora do país, onde registrou um aumento médio de 10,9% em sua produção de hidrocarbonetos, até os 246.907 barris diários, segundo um comunicado divulgado pela companhia petrolífera. Também contribuiu para o aumento a entrada em funcionamento do campo de Akpo e de novos poços no campo de Agbami, ambos na Nigéria. A produção de gás natural no exterior, concentrada na Bolívia, subiu 0,9%, até os 16,53 milhões de metros cúbicos diários. Os campos de hidrocarbonetos da Petrobras em território nacional obtiveram praticamente os mesmos resultados que em março de 2009, com 1,99 milhões de barris de petróleo diários e 50,13 milhões de metros cúbicos diários de gás natural.
A Petrobras informou nesta segunda-feira ter registrado em março volume recorde de exportação de petróleo, com 733 mil barris por dia. No mês, o volume exportado, de acordo com comunicado da estatal, atingiu 22,73 milhões de barris. A melhor marca mensal de exportação de petróleo pela companhia, anteriormente, havia sido registrada em dezembro de 2008, com 113 mil barris diários. Os Estados Unidos foram o destino de 32 por cento dos embarques, seguidos pela Índia (22 por cento), China (20 por cento), Europa (18 por cento), e o Japão e Canadá (4 por cento). Os volumes referem-se às saídas físicas do Brasil no mês de março. Os faturamentos dessas cargas ocorrerão ao longo dos meses de abril e maio de 2010, informou a companhia em um comunicado.
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