A Petrobrás confirmou ontem, 12, a descoberta de petróleo em Angola, em bloco operado pela italiana Eni. Segundo a estatal, as avaliações iniciais indicam a existência de pelo menos 500 milhões de barris de petróleo in place (termo que identifica o volume existente no reservatório, não necessariamente o volume de reservas recuperáveis).
A descoberta está no bloco 15/06, a 100 quilômetros da costa angolana, em lâmina d'água de 470 metros. O poço, batizado de Cabaça Sudeste-1 é o sétimo de oito poços previstos no contrato de concessão - seis dos sete perfurados até hoje tiveram sucesso, informou a Petrobrás. O bloco 15/06 é operado pela Eni (35%), em parceria com Petrobras (5%), Sonangol Pesquisa e Produção (15%), SSI Fifteen Limited (20%), Total (15%), Falcon Oil Holding Angola SA (5%), e a Statoil Angola Block 15/06 Award SA (5%).
O projeto de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) da Petrobras foi apontado pela consultoria KPMG como destaque de infraestrutura no mundo. O levantamento, apresentado pela prática global de infraestrutura da KPMG em conjunto com o Infrastructure Journal, serviço inglês sobre infraestrutura global e financiamento de projetos, relaciona os 100 projetos globais mais interessantes de infraestrutura no mundo, sendo seis deles no Brasil.
A Petrobras construiu dois terminais de regaseificação de GNL, um no Terminal de Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE), e outro na Bahia de Guanabara, no Rio de Janeiro. A regaseificação é realizada a bordo de navios. Em operação desde janeiro de 2009, os terminais têm, juntos, capacidade para processar 21 milhões de m³/dia de gás natural.
A regaseificação é feita a bordo dos navios Golar Winter e Golar Spirit, afretados da multinacional Golar LNG. Os dois navios operavam como transportadores de GNL e foram adaptados, especialmente para os projetos da Petrobras, para, além de transportar, armazenar e regaseificar o gás na forma lÃÂquida. Na prática, os navios funcionam como reservatórios de gás natural e podem ser considerados o coração do projeto GNL Petrobras. A lista da KPMG cita o projeto como Golar/Petrobras FLNG.
Uma das inovações do projeto GNL Petrobras é a transferência de gás natural liquefeito entre os navios - supridor e regaseificador - por meio de braços criogênicos, capazes de suportar temperatura de 162° C negativos.
O potencial de replicação deste projeto globalmente foi a principal razão apontada pelos julgadores para incluÃÂ-lo nesta lista, divulgada no fim de junho, e que relaciona apenas um projeto por área da infraestrutura. Os cinco principais critérios para a escolha dos projetos foram sua replicação, viabilidade, complexidade, inovação e impacto na sociedade.
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FONTE: PETROBRAS
A capitalização da Petrobras não deverá ser tão elevada que prejudique os minoritários e nem tão baixa que desagrade o governo, avaliou o consultor da estatal Carlos Henrique Castro, há 31 anos na empresa.
Segundo ele, não há necessidade de um exagero nessa que ele considera "a primeira de algumas capitalizações que serão feitas pela companhia para o pré-sal."
"Essa capitalização não precisa ser tudo de uma vez, porque no futuro pode haver outras, é um processo natural", explicou Castro a jornalistas após palestra no XI Encontro de Conselheiros da Previ.
A Petrobras pretende realizar até o fim de julho o que pode ser o maior aumento de capital do mundo, estimado em cerca de 50 bilhões de dólares, sendo 32 por cento destinados ao governo brasileiro e o restante para os acionistas minoritários.
Os recursos têm por objetivo cumprir o Plano de Negócios da companhia para o perÃÂodo 2010-2014, que foi discutido nesta quinta-feira pela diretoria da empresa e na sexta será apreciado pelo Conselho de Administração.
Para o consultor, o Plano de Negócios provavelmente não vai ultrapassar o teto de 220 bilhões de dólares já anunciados pela estatal. Segundo a Petrobras, o plano para o perÃÂodo deve demandar entre 200 e 220 bilhões de dólares.
"Deve ficar no que a diretoria falou, não deve passar, a empresa sabe das implicações que isso teria no mercado", estimou.
De acordo com Castro, o valor do barril de petróleo que será usado para precificar a cessão onerosa --blocos cedidos pela União àPetrobras sem licitação em troca indireta por ações da empresa-- estará mais para 5 dólares, o piso das estimativas de mercado.
"Se a cessão vem com preço alto, o investidor não vai gostar", avaliou.
O consultor informou ainda que para fazer caixa também com objetivo de investir no pré-sal, a Petrobras vai acelerar a produção nas descobertas feitas recentemente na bacia de Campos, maior região produtora do paÃÂs, mas cujo declÃÂnio de produção poderia torná-la menos importante no futuro, diante das grandes descobertas na região do pré-sal da bacia de Santos.
"Vai acelerar a produção. Claro que não é coisa para amanhã, mas com as facilidades de estrutura da bacia de Campos, em menos de dois anos devem estar produzindo", informou ele, ressaltando que o fato de já haver estrutura de produção perto das novas descobertas facilita a operação.
Desde o inÃÂcio deste ano, a Petrobras anunciou pelo menos mais três descobertas relevantes do pós-sal e pré-sal da bacia de Campos, perto de estruturas de produção já montadas, o que vai facilitar a interligação dos novos poços aos sistemas em operação.
"Precisamos de geração de fluxo de caixa, a ideia é antecipar a produção nesses campos," explicou.
AVISO DE LICITAÇAO
TOMADA DE PREÇOS Nº 02/2010 - SERVIÇOS DE AGENCIAMENTO DE VIAGENS
Objetivo: Contratação de pessoa jurÃÂdica para a prestação de serviços de agenciamento de passagens aéreas para a Companhia de Gás do Piauà- GASPISA. O edital, bem como seus anexos, estão disponÃÂveis na sede da Companhia, localizada na Rua Arlindo Nogueira, 333-Centro Norte, Ed. Luiz Fortes, salas 204/205, Teresina -PI; ou ainda no site www.gaspisa.com.br . A Companhia funciona em horário comercial de 8h às 12h, e das 14h às 18h. Recebimento de documentação e proposta: às 10 horas do dia 05 de julho de 2010, na sede da empresa.
Teresina (PI), 18 de junho de 2010
Gustavo Henrique Mendonça Xavier de Oliveira
Diretor Presidente
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Seguem em anexo os documentos referente àlicitação:
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A Petrobras e a Petroleum Geo-Services (PGS) anunciaram nesta segunda-feira (14) a assinatura de um acordo para que a empresa de geofÃÂsica instale um sistema de monitoramento sÃÂsmico permanente no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, no EspÃÂrito Santo. Segundo os termos do negócio, a PGS deverá fornecer e instalar seu sistema de fibra óptica OptoSeis e realizar o registro sÃÂsmico e o processamento de dados para o projeto.
De acordo com a Petrobras, o projeto inicial abrange uma parte do campo de Jubarte de cerca de 245 quilômetros quadrados, em águas com profundidade entre 1.240 e 1.350 metros. Dependendo dos resultados, o projeto poderá ser ampliado para todo o campo. As informações são da Dow Jones.
A Petrobras deverá definir até março do próximo ano a solução logÃÂstica que será aplicada para escoar o gás natural que será produzido, associado ao petróleo, no campo de Tupi, na camada pré-sal. A informação é da diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, que participou hoje de audiência pública na comissão de Minas e Energia da Câmara para tratar do setor de gás natural.
A executiva afirmou que hoje, por uma questão de flexibilidade, há uma certa preferência para a construção de terminais offshore de liquefação do gás, ao lado das plataformas de produção. Nessas unidades, a Petrobras poderia transformar, ainda no mar, o gás em lÃÂquido, o que facilitaria seu transporte por meio de navios, tanto para a exportação quanto para a venda no próprio mercado brasileiro. Outra possibilidade também em estudo pela empresa é a tradicional, que consiste na construção de grandes gasodutos para transportar o gás até terra firme.
Maria das Graças, entretanto, salientou que "os terminais de liquefação no mar não foram feitos em lugar nenhum" e que por isso a Petrobras só vai optar por essa tecnologia se ela for competitiva. "Há uma preferência (pela liquefação), devido a flexibilidade, mas tem que trazer os melhores resultados", disse. Segundo ela, hoje há três grandes empresas internacionais em uma "design Competition" "para propor projetos de liquefação no mar para a Petrobras. São elas: a holandesa SBM Offshore; a francesa Te4chynip e a italiana Saipem. A diretora explicou que as empresas terão até dezembro para entregar suas propostas àempresa. Com base nesses estudos e nas avaliações internas sobre o custo de gasodutos é que a Petrobras decidirá, até março de 2011, qual tecnologia vai adotar.
Maria das Graças disse ainda que o consumo de gás natural, excluindo as termelétricas, já retornou a um patamar equivalente ao do perÃÂodo anterior àcrise econômica mundial. Segundo ela, ontem, por exemplo, foram consumidos 39,6 milhões de metros cúbicos de gás. Esse número, que exclui as usinas termelétricas, é alavancado, principalmente, pelo consumo industrial, e responde por 80% do total. "O restante é gás natural veicular e gás usado nas residências ou no comércio", disse a executiva. Para ela, essa retomada do consumo é uma consequência da volta do crescimento da atividade industrial. Até o ultimo trimestre de 2008, o consumo diário de gás estava na faixa de 40 milhões de metros cúbicos e chegou a cair, durante a crise, para patamares de até 25 milhões de metros cúbicos por dia.
A Petrobras anunciou ontem (05) nova descoberta na camada pré-sal da Bacia de Campos, no Campo de Marlim. A nova acumulação de óleo leve está localizada em lâmina d''água de 648 metros. De acordo com comunicado da estatal, as estimativas preliminares apontam para volumes recuperáveis potenciais de cerca de 380 milhões de barris de óleo equivalente. "Está prevista a realização de testes para avaliar a produtividade desses reservatórios", diz a empresa. Ainda conforme a nota, um plano de avaliação será apresentado "em breve" àAgência Nacional de Petróleo, Gás Natural e BicombustÃÂveis (ANP).
A acumulação está a 4.460 metros de profundidade. A perfuração ocorreu no prospecto denominado Brava, pelo poço 6-MRL-199D-RJS, distante 170 km da cidade de Macaé (RJ). A Petrobras detalha que a descoberta fica próxima àinfraestrutura instalada dos campos de Marlim e Voador. O poço está a 4,5 km da plataforma P-27, "o que deve facilitar o desenvolvimento do campo, reduzir o prazo necessário para o inÃÂcio da produção e poderá diminuir os investimentos", conforme o comunicado.
O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Almeida, afirmou há pouco que o Poço Franco, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, "é o candidato número 1" para ser cedido àPetrobrás no processo de capitalização que o governo pretende realizar na empresa.
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