"Franco é uma área que já tem poço perfurado, já tem descoberta identificada, é uma área maravilhosa, uma das melhores do Brasil, hoje. É o candidato número 1 para cessão onerosa", disse Almeida, depois de participar de evento para a divulgação do Plano Decenal de Expansão de Energia, na sede do Ministério de Minas e Energia.
O projeto de capitalização proposto pelo governo prevê que, da parte do governo, o aumento de capital será feito por meio da cessão de reservas de 5 bilhões de barris do pré-sal, em troca de ações da empresa. Para isso ser feito, entretanto, a Agência Nacional do Petróleo precisa localizar a área que será cedida para a capitalização.
Na semana passada, a ANP anunciou que o Poço Franco tem reservas recuperáveis de cerca de 4,5 bilhões de barris, praticamente a mesma quantidade necessária para a capitalização. Apesar de afirmar que esse poço é o favorito, Almeida disse que isso não significa que será ele o escolhido. "Só vai ficar definido quando assinarmos o contrato e lá constar o Poço Franco", disse Almeida.
O governo, porém, ainda aguarda a aprovação, pelo Senado, do projeto de lei que autoriza a capitalização da Petrobrás por meio da cessão onerosa de reservas. Almeida deixou claro que a assinatura do contrato de cessão não será feita imediatamente após a aprovação pelo Congresso. Isso porque, segundo ele, é preciso concluir a análise da área a ser escolhida e ainda a certificação por uma entidade externa da quantidade de petróleo ali contida. Caberá à ANP contratar essa empresa que fará a certificação.
Segundo Almeida a expectativa é de que a valoração e certificação da área seja concluÃda entre setembro e outubro. "Mas isso pode ser antecipado", disse Almeida.
