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O novo plano de negócios da Petrobrás, que terá vigência entre 2011 e 2015, prevê alterações no cronograma de projetos que vão possibilitar a companhia economizar US$ 23,7 bilhões no período. Segundo o presidente da estatal, Jose Sérgio Gabrielli, a empresa também reduziu o orçamento em US$ 6,4 bilhões com a alteração no escopo de alguns projetos.

Em entrevista coletiva, o executivo ressaltou que o novo plano prevê US$ 10,4 bilhões em projetos excluídos. Já a apreciação do real frente ao dólar encareceu o plano em US$ 8,6 bilhões no período. Além disso, a entrada de novos projetos engordou o plano em US$ 32,1 bilhões.

Gabrielli revelou que o Plano de Negócios 2011-2015 trabalha com a perspectiva de postergação do cronograma da refinaria Premium I, instalada no Maranhão. A primeira fase do complexo, prevista inicialmente para 2014, foi postergada para 2016. Já a segunda etapa, cujo cronograma apontava início de operações em 2017, também foi revisado em dois anos, para 2019.

O projeto do complexo prevê a produção de combustíveis como diesel e querosene de aviação (QAV), a partir do refino de 300 mil barris por dia de petróleo em cada uma das duas fases.

Gabrielli destacou ainda que a área de gás e energia passa agora por um período de transição, saindo de uma fase de investimento em infraestrutura para fase uma maior de adição de valor, com expansão em fertilizantes e maior regaseificação.

Pré-sal

O presidente da Petrobrás disse ainda que está bastante otimista com relação ritmo de produção da companhia que deverá ser acelerado nos próximos anos por conta do pré-sal.

De acordo com ele, a companhia terá 35 sistemas de produção entrando em operação até 2020. Até 2015 serão, segundo ele, 10 novos projetos no pós-sal, 8 projetos no pré-sal e um nas áreas da cessão onerosa. No total, lembrou, até 2015 serão adicionados com estes projetos 2,3 milhões de barris de óleo equivalentes por dia.

A produção de petróleo e gás da Petrobras no Brasil, em junho, foi de 2,407 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). O volume representa um aumento de 4% sobre os 2,315 barris produzidos no mesmo mês de 2010, e de 2% em comparação a maio de 2011. A produção de gás natural no Brasil em junho foi de 57,317 milhões de metros cúbicos por dia, indicando um aumento de 6,9% em relação ao mesmo mês de 2010 e de 0,7% em relação a maio de 2011.

Considerada a produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais, a companhia registrou um aumento de 2,2% sobre o volume produzido no mês anterior e de 3,5% em relação a junho de 2010. Segundo a assessoria de imprensa da estatal, contribuíram para esses resultados o retorno à produção de plataformas que estavam em paradas programadas na Bacia de Campos e a entrada em operação de mais um poço na plataforma P-57, no campo de Jubarte, na porção Capixaba da Bacia de Campos. No final de junho foi iniciado, também, o Teste de Longa Duração (TLD) do campo de Aruanã, na Bacia de Campos.

A assessoria de imprensa da Petrobras informou também que o volume de petróleo e gás natural dos campos situados nos países onde a companhia atua chegou a 234 mil boed em junho, indicando um aumento de 4% na comparação com o mês anterior, em consequência de uma maior demanda pelo gás boliviano e maior produção nos campos de gás na Argentina. Na comparação com junho de 2010, houve decréscimo de 5,6%, devido a questões operacionais e pagamento de impostos em Akpo, na Nigéria. No exterior, a produção exclusiva de petróleo em junho atingiu 133.071 barris/dia, e a de gás natural foi de 17,17 milhões de metros cúbicos.

A perfuração de mais um poço no campo de Lula, ex-Tupi, comprovou a grande produtividade da reserva de petróleo do pré-sal da bacia de Santos. O poço, batizado como 9-RJS-660, registrou o maior volume de produção da companhia no mês de maio, com extração média de 28.436 bpd (barris de petróleo por dia).

"Esse resultado confirma o alto potencial dos reservatórios do pré-sal brasileiro", diz a estatal, em nota.

O poço está conectado ao FPSO Cidade de Angra dos Reis (navio de produção e estocagem de óleo e gás). É o primeiro dos seis poços a serem interligado à plataforma. Segundo a Petrobras, já está também conectado à plataforma um poço injetor de gás que, desde o início de abril de 2011, reinjeta no reservatório gás produzido pelo 9-RJS-660.

Como o gás está associado ao petróleo no reservatório do campo de Lula, é indispensável essa reinjeção para permitir a produção de óleo. As outras alternativas seriam a queima do gás na plataforma, limitada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), ou a construção de um gasoduto para trazer o gás ao continente o que é muito caro diante da distância de cerca de 300 km da costa.

A estatal ainda estuda soluções para conseguir viabilizar o escoamento do gás, como o uso de estações em alto mar capazes de liquefazer o produto e trazê-lo por navio ao continente.

De acordo com a Petrobras, está prevista ainda a perfuração de mais dois poços injetores um de água (também misturada ao petróleo no reservatório) e outro que alternará injeção de água e gás.

A previsão da Petrobras é que o FPSO Cidade de Angra dos Reis atinja a produção de cerca de 100 mil bpd ao longo do ano de 2012. O campo de Lula está sob o regime de concessão, adquirida pelo consórcio formado por Petrobras a operadora, com 65% de participação a britânica BG Group (25%) e a portuguesa Galp Energia (10%).

Qui, 07 de Julho de 2011 12:00

Petrobras faz nova descoberta na Bacia do ES

A Petrobras informou nova descoberta de óleo e gás na Bacia do Espírito Santo, na área de Concessão BM-ES-23, bloco ES-M-525, totalizando três descobertas nessa concessão. De acordo com a estatal, as novas descobertas situam-se a 115 km da costa do Estado do Espírito Santo, em profundidade de aproximadamente de 1.900 metros e se deram durante a perfuração dos poços 1-BRSA-939-ESS (1-ESS-199) e 1-BRSA-936D-ESS (1-ESS-200D), informalmente denominados Pé-de-moleque e Quindim.

Recentemente, foi anunciada outra descoberta realizada através da perfuração do poço 1-BRSA-926D-ESS (Brigadeiro).

A Petrobras é a operadora do consórcio para exploração do bloco BM-ES-23 (65%), formado ainda pelas empresas Shell Brasil Petróleo Ltda. (20%) e Inpex Petróleo Santos Ltda. (15%). O consórcio dará continuidade às atividades referentes ao Programa Exploratório Mínimo na área de concessão.

A bacia de Santos se tornou a segunda maior produtora de petróleo no Brasil, atrás apenas da bacia de Campos, ao superar em maio a produção das bacias de Solimões e do Espírito Santo, informou levantamento da ANP.


Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a bacia de Santos, onde está localizada a principal região pré-sal do país, passou de 86 mil barris de óleo equivalente por dia em abril para 130 mil boe/dia em maio.

A produção em todo o pré-sal brasileiro em maio --que além de Santos inclui blocos na bacia de Campos e Espírito Santo-- subiu 38 por cento em comparação com abril. Foram produzidos 128,1 mil barris por dia de petróleo e 3,8 milhões de metros cúbicos de gás natural, totalizando 152,2 mil boe/dia.

A produção brasileira de petróleo como um todo no entanto caiu 0,2 por cento em relação a maio de 2010, informou a ANP, para 2,072 milhões de barris/dia. Já a produção de gás cresceu 7,4 por cento na comparação anual, para 66,7 milhões de metros cúbicos diários.


A Petrobras descobriu indícios de petróleo em dois poços localizados em Sergipe e na bacia de Campos (litoral do Estado do Rio de Janeiro). O poço 1-BRSA-941-RJS integra o bloco C-M-146, explorado pela Petrobras na Bacia de Campos. Está localizado no mar.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) recebeu da estatal, na sexta-feira passada, dia 24, a informação de ter encontrado indícios de hidrocarbonetos em uma profundidade final prevista de 3.800 metros, com lâmina d'água de 50 metros.

De acordo com as informações passadas pela Petrobras à ANP na quarta-feira, dia 22, o poço 6-BRSA-942D-SE, localizado no bloco de Ilha Pequena (bacia de Sergipe-Alagoas), também possui indícios de gás e de petróleo. A exploração do poço ocorre em terra. A profundidade total estimada é de 2.440 metros.

Sex, 24 de Junho de 2011 14:37

Petrobrás quer elevar capacidade de refino

A Petrobrás continuará buscando ampliar sua capacidade de refino no Brasil para atender a demanda crescente por produtos combustíveis, disse o diretor comercial da empresa, Paolo Roberto Costa.

"Precisamos fazer isso. Se não fizermos, teremos problemas no futuro", disse Costa. "Temos capacidade de refino de 1,9 milhão de barris ao dia, mas nosso mercado hoje é de cerca de 2 milhões de barris ao dia; e no ano passado o PIB cresceu 7,5%, enquanto a demanda por grandes produtos, como os combustíveis para jatos, a gasolina e o diesel, cresceu à média de 10%", observou Costa, acrescentando que a Petrobrás espera que esse diferencial se amplie.

Analistas têm criticado a ênfase dada pela Petrobrás no aumento de sua capacidade local de refino, a qual não se reverte em elevado retorno para a companhia.

Costa acrescentou ainda não ter ideia sobre quando o conselho da empresa irá divulgar a revisão do programa de investimentos da empresa para 2011-2015. "Não posso dizer nada sobre isso. Não sei", afirmou. As informações são da Dow Jones.

A Petrobras encontrou indícios de petróleo nas águas profundas da bacia Sergipe-Alagoas, onde tem parceria com a IBV Brasil, uma subsidiária das indianas Bharat PetroResources Limited e Videocon Industries.

A descoberta foi realizada a 2.321 metros de lâmina d'água (distância entre a superfície e o fundo do mar), no bloco SEAL-M-426, no poço 1BRSA851SES, de acordo com informação recebida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em outubro do ano passado, a Petrobras anunciou a primeira descoberta do bloco, que fica a 58 quilômetros da costa de Sergipe.

A empresa considerou na época que a área é uma nova fronteira petrolífera, já que as características geológicas são semelhantes às da bacia de Campos, maior produtora de petróleo do país, e a qualidade do óleo é leve como o do pré-sal da bacia de Santos.

O bloco foi adquirido na 6a rodada de licitações da ANP, em 2004.

A Petrobras encontrou indícios de petróleo nas águas profundas da bacia Sergipe-Alagoas, onde tem parceria com a IBV Brasil, uma subsidiária das indianas Bharat PetroResources Limited e Videocon Industries.

A descoberta foi realizada a 2.321 metros de lâmina d'água (distância entre a superfície e o fundo do mar), no bloco SEAL-M-426, no poço 1BRSA851SES, de acordo com informação recebida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em outubro do ano passado, a Petrobras anunciou a primeira descoberta do bloco, que fica a 58 quilômetros da costa de Sergipe.

A empresa considerou na época que a área é uma nova fronteira petrolífera, já que as características geológicas são semelhantes às da bacia de Campos, maior produtora de petróleo do país, e a qualidade do óleo é leve como o do pré-sal da bacia de Santos.

O bloco foi adquirido na 6a rodada de licitações da ANP, em 2004.

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a companhia poderá estar produzindo 6 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia em um prazo de dez anos. O comentário foi feito em discurso durante a cerimônia de entrega da 5ª Edição do Prêmio Petrobras de Tecnologia Engenheiro Antônio Seabra Moggi, no Centro de Pesquisas da empresa, no Rio.

A estimativa de Barbassa inclui os 5,4 milhões de boe por dia previstos no plano de investimentos da companhia e os 600 mil boe por dia da cessão onerosa, segundo esclareceu um assessor da Petrobras.

A OGX, empresa de petróleo do grupo do empresário Eike Batista, deve exportar em torno de US$ 60 bilhões em petróleo e gás em 2020. A previsão foi feita por Batista durante o seminário Rio Investors Day. Segundo ele, a companhia estará exportando US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões em 2015. "Essa história de petróleo brasileiro é real", ressaltou.

O empresário calcula ainda que os negócios do grupo mais os investimentos que eles atraem já somam US$ 40 bilhões. Segundo Eike Batista, essa cifra pode chegar a US$ 80 bilhões com as expansões que ainda serão feitas.

Na palestra, Batista citou ainda que os portos no Brasil não dão conta do crescimento da economia brasileira e acabam elevando o custo Brasil.

Investimento estrangeiro

O empresário disse ainda acreditar que a 11ª Rodada de Licitação de áreas de petróleo e gás da Agência Nacional de Petróleo (ANP) vai atrair muitos investidores estrangeiros. "Vai ser um show de novo", afirmou o executivo, ao elogiar o trabalho das agências reguladoras no País.

Batista previu que a produção nacional de petróleo deve alcançar seis milhões de barris de petróleo, sendo que 3,5 milhões virão da Petrobrás e da OGX. "O restante virá da produção de empresas estrangeiras. Ao atingir essa capacidade de produção, o Brasil deve subir muitas posições no ranking mundial", afirmou Eike.

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