A MPX Energia, do empresário Eike Batista anunciou que, através de sua coligada OGX Maranhão, foram identificados novos indícios de gás na seção devoniana no poço 1-OGX-16-MA, no bloco PN-T-68, na bacia terrestre do Parnaíba, além de grande potencial de petróleo, também em formação rochosa que se estende pelo Piauí, a Pimenteiras.
A OGX Maranhão, sociedade formada entre MPX Energia S.A. (33,3%) e OGX S.A. (66,6%), é a operadora e detém 70% de participação neste bloco, enquanto a Petra Energia S.A. detém os 30% restantes.
Dando seqüência à perfuração do poço OGX-16, foram atingidos objetivos adicionais em duas diferentes formações da seção devoniana, apresentando fortes indícios de gás, comprovando o grande potencial gerador de petróleo desta bacia.
Em seu comunicado, a empresa de Eike Batista e a Bovespa, que negocia ações na Bolsa de Valores, os objetivos estão aproximadamente 800 metros abaixo do objetivo anterior, divulgado ao mercado no dia 12 de agosto de 2010.
Eduardo Karrer, presidente e diretor de Relações com Investidores da empresa, foram identificados folhelhos fraturados da Formação Pimenteiras, chegando a apresentar 909 Unidades de Gás Total (UGT) e coluna de aproximadamente 23 metros.
Imediatamente abaixo a esta formação, também foram identificados reservatórios arenosos da Formação Itaim com indícios apresentando 370 UGT em coluna de aproximadamente 25 metros.
A perfuração do poço OGX-16, prospecto denominado Califórnia, continua em andamento em buscas de novos horizontes portadores de hidrocarbonetos. Este poço está localizado a aproximadamente 260 quilômetros de São Luis, capital do Maranhão. A sonda QG-1, fornecida pela Queiroz Galvão, iniciou as atividades de perfuração no dia 5 de julho de 2010.
O Complexo de Geração Térmica do Parnaíba, uma parceria entre a MPX e a Petra Energia S.A., o qual já possui licença prévia para a implantação de usinas a gás natural que, somadas, podem chegar a 1.863 MW, utilizará o gás natural a ser produzido nos blocos.
A MPX Energia S.A., uma empresa do Grupo EBX, é uma geradora de energia, com um amplo portfólio de projetos de geração térmica e energia renovável, que a posicionam estrategicamente para se tornar uma geradora privada líder no setor elétrico brasileiro.
A Companhia possui um portfólio de 4 empreendimentos com energia contratada e 7 projetos greenfield, no Brasil e no Chile, totalizando mais de 10 GW de capacidade, além de ativos de classe mundial de carvão e gás natural na Colômbia e no Brasil, com flexibilidade para suprir as plantas próprias ou o mercado internacional.
PEQUIM - A PetroChina, a maior empresa petrolífera da China, encontrou um alto fluxo de gás em um poço no campo de gás Zizhou, um novo bloco de produção do seu segundo maior campo de petróleo, localizado no município chinês de Changqing. O poço tem capacidade para produzir 1,07 milhão de metros cúbicos de gás por dia, disse a China National Petroleum Corporation (CNPC) que controla a companhia.
O poço é o primeiro da Petrochina a ter produção superior a um milhão de metros cúbicos de gás por dia no campo de Zizhou, onde a produção de gás tem estado em desenvolvimento nos últimos seis anos, segundo a CNPC.
A PetroChina produziu 10,9 bilhões de metros cúbicos de gás natural no primeiro semestre deste ano no campo que possui em Changqing. O volume representa um crescimento de 13,5%, em relação ao mesmo período do ano passado.
O campo de Changqing produziu 19 bilhões de metros cúbicos de gás natural e 15,7 milhões de toneladas de petróleo bruto no ano passado, com a produção de gás natural correspondendo por cerca de metade da produção total de 2009, de 30 bilhões de petróleo equivalente.
A PetroChina planeja produzir 35 milhões de toneladas de petróleo equivalente neste ano em Changqing. A companhia tem como meta produzir 50 milhões de toneladas de petróleo equivalente por ano no campo até 2015. As informações são da Dow Jones.
BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou hoje que a seca que atinge boa parte do País não prejudicará o abastecimento de energia elétrica e disse que até existe a expectativa de que, na próxima semana, a geração de energia elétrica em usinas térmicas, que usam combustíveis fósseis como gás e carvão, seja reduzida dos atuais 4 mil MW médios para cerca de 2,5 mil MW médios.
Segundo o ministro, isso deve ocorrer, apesar da seca, porque os principais reservatórios do País, que são da Região Sudeste, estão operando a uma taxa equivalente a 92% da média histórica dos últimos 80 anos para o período. As térmicas são acionadas para evitar que as represas fiquem com um nível muito baixo. Assim, o governo manobra o uso de hidrelétricas e termelétricas de modo a manter o nível nos reservatórios até que venham as chuvas, o que deve ocorrer no último trimestre do ano.
A situação dos reservatórios foi um dos temas da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), encerrada no final da tarde no Ministério de Minas e Energia.
Fonte : Agência Estado
A Petrobras Biocombustível, braço de energia renovável da Petrobras, informou ontem que fechou a compra de metade do capital social da Bióleo Industrial e Comercial por 15,5 milhões de reais.
A empresa, localizada em Feira de Santana, na Bahia, extrai óleos vegetais e tem capacidade para processar 130 mil toneladas por ano de grãos de várias espécies de oleaginosas, além de poder armazenar 30 mil toneladas de grãos e tancagem para 10 milhões de litros de óleo.
O acordo prevê investimentos de 6 milhões de reais para melhorias operacionais, de segurança, meio-ambiente e saúde, que serão desembolsados meio a meio pelas duas partes, disse a empresa em nota.
O preço final do barril do petróleo que será usado na capitalização da Petrobrás será definido apenas após a certificadora contratada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entregar o relatório final no dia 30, disse à Reuters o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima.
Após passar toda a quarta-feira em Brasília assistindo com ministros e o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, a apresentação das certificadoras contratadas para avaliação de reservas da bacia de Santos, que serão utilizadas na operação, Lima informou que as negociações "caminham para convergência" e que na opinião dele o preço deveria ficar "acima de 8 dólares o barril".
"Vai convergir para um ponto em comum em 30 de agosto, para mim acima de 8 (US$/b) está bom e 5 e 6 (US$/b) é muito barato", reafirmou o executivo, que já havia exposto a sua opinião em entrevista no início do mês.
O preço final do barril que apontará o tamanho do aumento de capital da estatal ainda é motivo de resistência por parte da Petrobrás, segundo fontes, já que companhia defende um preço em torno dos 6 dólares.
Essa queda de braço, de acordo com Lima, não significa desentendimentos graves entre as duas partes - Petrobrás e União. Após o relatório da certificadora da ANP, os ministros envolvidos na negociação vão decidir qual será o preço que será levado como sugestão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Participam desse processo a ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra; o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também presidente do Conselho de Administração da Petrobrás.
"Os ministros vão se entender entre eles para levar o preço para o Lula, não se podia tomar decisão apenas com uma apresentação oral", explicou o executivo referindo-se às apresentações feitas na quarta-feira pelas certificadoras Gaffney, Cline & Associates (GCA), contratada pela ANP, e DeGolyer and MacNaughton, da parte da Petrobrás.
A primeira a se apresentar foi a GCA, segundo Lima, e na parte da tarde a DeGolyer demonstrou seus números.
Além da divergência em relação ao preço do barril no processo de cessão onerosa, Lima disse que não foram definidas também as áreas de exploração de petróleo que o governo concederá à Petrobrás em troca de novas ações da empresa, em operação intermediada por títulos públicos.
O prospecto Franco, que na avaliação da certificadora contratada pela ANP tem volume suficiente para atingir os 5 bilhões de barris que serão usados na capitalização, seria menor na avaliação da certificadora da Petrobrás.
"Na minha opinião tem mais de 5 bilhões (de barris em Franco), mas estamos conversando também sobre usar Guará ou Tupi Nordeste", afirmou o diretor-geral da ANP.
Se Lula bater o martelo em 8 dólares o barril, como defende Lima, a parte do governo, que detém 3
Ao contrário da praxe do mercado, o governo não vai recorrer a uma arbitragem internacional para resolver a divergência entre a Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre o preço do barril de óleo que servirá de base para a capitalização da estatal pela União. Técnicos do governo estão reunidos no Rio de Janeiro para tentar chegar a um número de consenso. Um acordo terá de ser conseguido até a semana que vem, para que o processo de capitalização ocorra até o dia 30 de setembro, como é intenção do governo.
Informações extraoficiais indicam que a certificadora contratada pela ANP estimou o valor do barril entre US$ 10 e US$ 12, o que deixaria faria a capitalização do Tesouro na Petrobras girar entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões. Fontes do setor dizem que a consultoria da Petrobras apontou um valor entre US$ 6 e US$ 8.
"Parece que os valores estão divergentes", comentou o diretor do Departamento de Assuntos Extrajudiciais da Advocacia-Geral da União (AGU), Rafaelo Abritta, sem informar os valores. "Isso era algo que nos preocupava." Para chegar a um acordo, os técnicos da ANP, da Petrobras e dos Ministérios de Minas e Energia, Fazenda e Casa Civil analisam a metodologia e os parâmetros utilizados por cada certificadora e tentam aproximar os resultados.
A palavra final caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que se reúne na semana que vem. "Não há um número mágico", afirmou José Flávio Bianchi, da subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. "É preciso analisar as premissas econômicas e as perspectivas de mercado." Abritta reconheceu que a ausência de uma arbitragem internacional poderá ser questionada na Justiça. "Mas é bem claro para o Judiciário que a União só pode fazer o que é autorizada a fazer", disse. "Se fosse a intenção do legislador que houvesse uma arbitragem internacional, isso estaria previsto na lei."
O preço de cada barril das reservas que a União vai repassar à Petrobrás foi avaliado entre US$ 10 e US$ 12 pela certificadora Gaffney, Cline & Associates (GCA), contratada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O laudo deve ser entregue oficialmente hoje, mas ontem, segundo fontes, os valores ocuparam o centro de uma reunião conciliatória, realizada em Brasília, com participação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, além de representantes da ANP e do Ministério do Planejamento.
O objetivo era chegar a um valor não tão elevado quanto o proposto à ANP e nem tão mais baixo quanto o que será apresentado pela Petrobrás, calculado pela De Golyer and McNaughton, entre US$ 5 e US$ 6. A margem elástica entre as duas estimativas surpreendeu técnicos da própria ANP, que esperavam algo entre US$ 8 e US$ 10. Um valor excessivamente alto para as reservas, de 5 bilhões de barris, poderia inviabilizar todo o processo de capitalização da Petrobrás.
"Em tudo que se refere à capitalização está havendo muito barulho. Isso atrapalha. Melhor deixar o processo ocorrer naturalmente", comentou ontem o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, dizendo desconhecer a discussão sobre um eventual adiamento. Do ponto de vista geológico, diz um especialista, as reservas poderiam ser vendidas por um valor em torno dos US$ 10 por barril, mas o mercado não seria capaz de absorver mais do que US$ 8.
Segundo uma fonte da área técnica do Ministério da Fazenda, existem de fato pressões para postergar a operação. Entre outros motivos, estaria o cronograma, já apertado. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, entretanto, também afirmou ontem que "não tem nenhuma posição de adiar" a capitalização.
Embora sejam operações juridicamente diferentes, a cessão onerosa e a capitalização estão intimamente ligadas. As reservas que a Petrobrás irá adquirir da União situam-se numa área chamada de Franco, no pré-sal da Bacia de Santos. A diferença de preços das duas consultorias é resultado, em linhas gerais, de conceitos técnicos distintos para a interpretação geológica da área.
"Franco é, sem dúvida, o melhor prospecto existente no pré-sal da Bacia de Santos", disse uma fonte, confirmando que o potencial dessa área é melhor do que o de Tupi, como já havia sido insinuado o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima.
Se o valor dos barris ficar na cotação mínima apontada pela GCA, de US$ 10, a área custará à Petrobrás US$ 50 bilhões. O valor é idêntico ao que vinha sendo estimado pelo mercado para toda a capitalização. Somente nesse padrão, a operação seria um recorde mundial e os acionistas minoritários da companhia teriam dificuldades para acompanhar o aumento de capital.
O empresário Eike Batista estimou ontem que o potencial das reservas de gás da OGX Maranhão, empresa resultante da sociedade entre a OGX e a MPX Energia, na Bacia do Parnaíba seja de 10 trilhões a 15 trilhões de pés cúbicos. Este volume seria equivalente à metade do que possui a maior fornecedora de gás natural ao País, a Bolívia.
Com essa descoberta, a MPX, braço de geração do grupo que o empresário lidera, terá combustível suficiente para abastecer suas usinas de geração termoelétrica, que deverão somar 1,863 mil megawatts (MW) de potência instalada naquele estado. Com esse anúncio, Eike estimou que a produção seja de 15 milhões de metros cúbicos ao dia. Esse volume representa 25% do que o Brasil produz diariamente.
O poço da descoberta é o OGX-16 e está a 1.654 metros de profundidade. Para a exploração dos reservatórios, a OGX prevê investimentos de cerca de R$ 700 milhões. Segundo a empresa, já foram aplicados R$ 59 milhões em testes de sísmica e no início da perfuração de um dos reservatórios. Por estarem localizados em terra, os valores são menores que os registrados nas explorações em alto-mar.
Além do investimento na exploração, a MPX aportará cerca de US$ 2,8 bilhões, considerando um potencial máximo de 4 mil MW de geração de energia.
A OGX também divulgou ontem um lucro líquido de R$ 57,8 milhões no segundo trimestre.
Como reflexo desse anúncio, as ações ordinárias das empresas MPX (MPXE3) e da OGX (OGXP3) apresentaram forte alta no pregão da BM&F Bovespa. Ao final do dia, no after-market, a valorização dos papéis alcançou 9,89% e 2,79%, respectivamente, à cotação de R$ 24,12 e de R$ 18,80 a unidade.
O empresário Eike Batista estimou que o potencial das reservas de gás da OGX Maranhão equivale à metade do que possui a Bolívia.
As empresas OGX e MPX, controladas pelo empresário Eike Batista, anunciaram nesta quinta-feira (12/08) a descoberta de gás natural na Bacia do Parnaíba. A descoberta é um feito que abre uma nova fronteira em bacia terrestre, coisa que não acontecia no Brasil há 20 anos.
O poço está no território do Maranhão. O anúncio da descoberta foi feito pelo próprio Eike Batista, através de seu twitter. Numa primeira postagem no microblog, ele anunciou: “OGX e MPX encontram gás na bacia do Parnaíba. Viva o Brasil, viva a inteligência brasileira!!!”. Em outra postagem, acrescentou: “A descoberta da OGX e da MPX abre uma nova fronteira em bacia terrestre, coisa que não acontecia há 20 anos no Brasil!!!”
A descoberta aconteceu no bloco PN-T-68, um dos sete que a empresa está autorizada a explorar no lado maranhense. A notícia reforça a suspeita de que pode haver petróleo na Bacia do Parnaíba, especialmente na área do Piauí, onde a Petrobrás realiza estudos semelhantes.
As primeiras avaliações da Petrobrás apontam para a perspectiva de gás e petróleo no lado piauiense da Bacia do Parnaíba, onde já foram realizados estudos sísmicos. Por esse tipo de teste, são feitos impactos no solo; a resposta sonora (como um grande ultra-som) indica a probabilidade de existir esses recursos naturais.
Os estudos em território piauiense estão acontecendo especialmente no entorno de Floriano e no Médio Parnaíba. Como a formação da bacia é semelhante nos lados leste e oeste do rio, a descoberta da OGX aumenta as esperanças de gás natural e petróleo no subsolo do Piauí.
ÍNTEGRA DO COMUNICADO:
OGX faz primeira descoberta na bacia terrestre do Parnaíba
A OGX divulgou nesta quinta-feira, através de seu site (www.ogx.com.br) o seguinte comunicado ao mercado:
A OGX Petróleo e Gás comunica que, através de sua subsidiária OGX Maranhão, identificou a presença de gás na seção devoniana do poço 1-OGX-16-MA, no bloco PN-T-68, na bacia terrestre do Parnaíba. A OGX Maranhão, sociedade formada entre OGX S.A. (66,6%) e MPX Energia S.A. (33,3%), é a operadora e detém 70% de participação neste bloco, enquanto a Petra Energia S.A. detém os 30% restantes.
"Esta descoberta abre uma nova fronteira exploratória em uma bacia terrestre, fato que não ocorria há aproximadamente duas décadas no Brasil. Convém também ressaltar que a campanha exploratória, iniciada em outubro de 2009, está sendo conduzida por companhias brasileiras, obtendo importantes resultados em tempo recorde", comentou Sr. Paulo Mendonça, Diretor Geral da OGX.
"Viva o Brasil, viva a inteligência brasileira", comentou Sr. Eike Batista, acionista controlador e Presidente do Conselho de Administração da OGX.
Após perfurar os primeiros 10 metros da seção devoniana com expressivos indícios de gás, à profundidade de 1.654 metros, a OGX Maranhão decidiu realizar um teste de formação. O poço foi aberto para fluxo às 5:30 de hoje e, após dez minutos de abertura, constatou-se a presença de gás na superfície e, às 6:00, o poço estava com 1.900 psi de pressão, sendo, em seguida, fechado para estática. No segundo fluxo, iniciado às 8:00, foi alinhado para o queimador, apresentando uma chama de aproximadamente 15 metros.
Com os dados sísmicos adquiridos até o momento, já foram mapeados em torno de 20 novos prospectos, sendo cinco deles situados no trend desta descoberta, sinalizando para o altíssimo potencial desta região da bacia, na qual a OGX Maranhão detém sete blocos, totalizando aproximadamente 21.000 km². A perfuração do poço OGX-16, prospecto denominado Califórnia, continua em andamento até a profundidade total estimada de 3.450 metros em buscas de novos objetivos exploratórios.
O poço OGX-16, localizado no bloco PN-T-68, situa-se a aproximadamente 260 km de São Luis, capital do Maranhão. A sonda QG-1, fornecida pela Queiroz Galvão, iniciou as atividades de perfuração no dia 5 de julho de 2010.
O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, defende que o governo saia "mais dono" da Petrobras após a capitalização da empresa, informa reportagem de Valdo Cruz para a Folha.
Lima defende ainda que o preço das reservas de petróleo que a União usará na operação seja o "mais alto" possível, porque é "bom para os brasileiros".
O diretor da ANP avalia como "baixo" um preço entre US$ 5 e US$ 6 para o barril de petróleo das reservas que a União cederá à estatal como sua parte no aumento de capital -esse valor é citado por analistas de mercado e criticado internamente pelo governo.
Em entrevista à Folha, ele disse que nem minoritários nem Petrobras podem querer "ganhar" à custa da União pressionando por um preço que não seja "vantagem" para os brasileiros. A ANP contratou a Gaffney, Cline & Associates para avaliar o volume e o valor dos 5 bilhões de barris de petróleo que a União dará à Petrobras na capitalização da empresa. Quanto maior o valor, mais ações poderá adquirir.
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